Cirurgia geral e cirurgia do aparelho digestivo

Colecistopatia calculósa

A vesicular biliar é um órgão de aspecto piriforme e se localiza ao longo da margem direita do lobo quadrado do fígado, sendo dividida para fins descritivos em fundo, corpo e colo. Tem como função armazenar e concentrar a bile que é produzida no fígado. Durante as refeições a vesícula é estimulada e se contrai, eliminando a bile no duodeno para auxiliar a digestão.

A bile é composta de sais biliares, colesterol e lecitina. Quando algumas dessas substâncias aumentam em quantidade na composição da bile, podem precipitar e se depositar na vesícula, formando cálculos (colelítiase). Os cálculos mais comuns são os cálculos de colesterol. Quando estão localizados no colédoco, que é o ducto que leva a bile do fígado para o duodeno, damos o nome de coledocolitíase.

Embora a litíase biliar seja observada na infância e na adolescência, a predominância se faz a partir da quinta década de vida, sendo mais freqüente no sexo feminino. Fatores ambientais parecem ter influência na composição dos cálculos. Existe uma maior prevalência de litíase em multíparas, quando comparadas com nulíparas. Pacientes diabéticos são um importante grupo de risco para colelitíase. A explicação pode ser o distúrbio do metabolismo lipídico. As dietas hipercalóricas parecem ser litogênicas, assim como também pode ser o jejum prolongado. A nutrição parenteral prolongada tem sido acompanhada por uma incidência crescente de litíase biliar. A maior parte dos casos de litíase biliar (mais de 80%) é assintomática, sendo uma minoria plenamente sintomática, em conseqüência da obstrução do ducto cístico. Apresentam dor recidivante, podendo evoluir para quadros de colecistite aguda, empiema e perfuração vesicular. Em 10% a 15% dos casos, há passagem de cálculos para o colédoco. Embora nem todos sejam sintomáticos, de 75% a 90%, apresentarão crises dolorosas, icterícia obstrutiva, colangite e/ou prancreatite biliar. A cólica biliar é a expressão clínica mais segura da enfermidade biliar. A cólica de origem vesicular tende a ser intensa, com início em epigástrio, irradiada para hipocôndrio direito e dorso, sendo intermitente ou contínua, com exacerbações. É com freqüência acompanhada de náuseas e vômitos e cede espontaneamente ou com a administração de antiespamósdicos.

Algumas alterações laboratorias podem expressar uma afecção da via biliar. Os procedimentos fundamentais para o diagnóstico estão representados pelos exames de imagem. A ultra-sonografia é o estudo de primeira escolha na avaliação de pacientes com suspeita de litíase biliar. A tomografia computadorizada apresenta alta resolução, não é invasiva, mas é cara. Permite, em muitos casos, obter informação sobre as características da via biliar.

O tratamento para a litíase da vesícula biliar é a colecistectomia videolaparoscópica. Dentre as vantagens da cirurgia laparoscópica, destacam-se uma cicatriz cirúrgica mínima, a breve recuperação pós-operatória e menor uso de analgésicos, o que tem possibilitado uma volta mais precoce ao trabalho.

 
 

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