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Além do toque

Além do toque Uma pequena cápsula pode salvar vidas. Dentro do organismo, ela fotografa o aparelho digestivo e denuncia os mais ocultos distúrbios Rosa Maria Computação, óptica, fotografia digital e radiofreqüência são as principais tecnologias que já podem ser empregadas para o diagnóstico de doenças do intestino delgado com resultados tão positivos que começam a salvar vidas. Esse poderoso arsenal, no entanto, está reunido numa pequena cápsula, do tamanho de um comprimido, medindo 11 x 26 mm, e pesando quatro gramas. Dentro, ela carrega um sistema de lentes, vídeo-câmera, baterias de óxido de prata e uma antena com duração de nove horas. Por fora, é revestida por material biocompatível resistente ao sucos digestivos e progride com os movimentos gastrointestinais. A cápsula endoscópica foi desenvolvida entre os anos de 1992 e 2000 pelo engenheiro mecânico do Ministério de Defesa de Israel Gavriel Iddan, e o gastroenterologista da Escola de Medicina de Harvard Eytan Scapa. Hoje, começa a ser largamente utilizada em clínicas especializadas no diagnóstico e tratamento de doenças digestivas, principalmente as do intestino delgado que, antes da cápsula, só podiam ser identificadas através de cirurgias. No Brasil, já é adotada no Hospital 9 de Julho e na Clínica Ana Rosa, em São Paulo, além do Rio Grande do Sul, Curitiba e Rio de Janeiro. Em Minas, nenhuma instituição emprega esse tipo de exame endoscópico. O nome técnico da cápsula endoscópica é M2A e, segundo o cirurgião Ronaldo Barbosa Oliveira, é o único exame possível no intestino delgado. “O intestino grosso pode ter outros exames que ajudam a diagnosticar doenças, mas o fino nunca teve exame, por isso era necessário abrir o paciente, durante uma cirurgia, e expô-lo a um risco muito grande. Muitas vezes, o diagnóstico era tardio e impossibilitava a cura”, explica. O exame é indicado no caso de sangramentos digestivos de origem obscura, pólipos, tumores benignos e malignos, diarréias crônicas e doenças inflamatórias. Com a adoção do exame endoscópico através da cápsula M2A, o médico pode agir antes do agravamento de qualquer distúrbio. Sem química O paciente engole a cápsula M2A com água e ela vai fazer o mesmo percurso da digestão, por isso também pode diagnosticar doenças do esôfago e do estômago, além do intestino delgado e grosso. É durante esse trajeto que é realizado o exame. Para tanto, o paciente fica com um minicomputador e alguns sensores presos ao seu abdômen. No processo digestivo, a pequena cápsula pode fazer até 55 mil fotos internas. Como ela tem uma antena interna, pode transmitir essas imagens para o computador do médico. Esse especialista, junto com um software, analisa as imagens (que podem ser ampliadas) para fazer um diagnóstico preciso. “O exame não traz risco para o paciente e também não gera efeitos colaterais, porque não utiliza nenhum produto químico nem anestesia. Pelo contrário, obedece aos movimentos naturais da digestão”, enfatiza o cirurgião. No Estados Unidos, cerca de 40 mil pacientes já realizaram com sucesso o exame. No Brasil, a cápsula ainda é uma novidade e não tem cobertura de nenhum plano de saúde. Em São Paulo, o exame custa entre R$ 3 mil a R$ 7 mil, dependendo do valor dos honorários do médico que analisa as imagens. Já o aparelho custa US$ 42 mil e é distribuído pela Given Image.

Fonte: http://www.givenimaging.com

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