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DOENÇA DE CROHN

Moléstia atinge jovens entre 15 e 35 anos [ 30/12 - 13:48 ] Nos EUA, a estimativa é de que 2 milhões de pessoas sofram de doenças inflamatórias intestinais (DII), pelo menos 200 mil desse total são crianças com menos de 16 anos. Não há estatísticas oficiais sobre o número de brasileiros com Doença de Crohn, um dos males pertencentes ao grupo das DII, mas ela tem chamado a atenção das autoridades e da sociedade em geral. O Ministério da Saúde, desde julho de 2002, fornece gratuitamente os principais medicamentos para o tratamento da doença e existe até uma associação, com mais de 1.200 sócios, exclusivamente dedicada, entre outras atividades, a realizar programas educativos para os portadores dela e promover grupos de auto-ajuda. A Associação Brasileira de Colite Ulcerativa e Doença de Crohn (ABCD) foi fundada há cinco anos em São Paulo e tem mais outros três escritórios nos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul e, em breve, deve inaugurar outros dois em Minas Gerais e no Rio de Janeiro. A causa da Doença de Crohn não é conhecida, o que se sabe é que não é transmissível e que ocorrem alterações das defesas do corpo, desencadeando o processo inflamatório. Ela é crônica, pois afeta predominantemente a parte inferior do intestino delgado (íleo) e do intestino grosso (cólon), mas pode comprometer qualquer dos segmentos do canal alimentar, desde a boca até o ânus. Habitualmente, causa diarréia, cólica abdominal, freqüentemente febre e, às vezes, sangramento retal. Também podem ocorrer perdas de apetite e de peso. A doença existe em todas as partes do mundo, com taxas mais elevadas nos países da região nórdica, da Europa e da América. Ela incide preferencialmente em adolescentes e adultos jovens, na faixa de idade entre 15 e 35 anos, podendo haver um segundo pico a partir dos 55 anos, com predomínio no sexo feminino. Até o momento, admiti-se maior prevalência entre brancos, principalmente os de origem judaica, em indivíduos de classe sócio-econômica mais alta, de profissões intelectualizadas e habitantes de centros urbanos. A Doença de Crohn não tem cura, mas não é considerada uma doença fatal e seus portadores têm uma vida quase normal. Cápsula endoscópica - Até o fim da década de 1990, não existia um exame específico para identificar a Doença de Crohn, e os pacientes eram submetidos a radiografia com contraste e colonoscopia (tubo iluminado introduzido pelo ânus), por exemplo. A solução para diagnosticar a doença com precisão e de forma indolor surgiu em 2001, desenvolvida por técnicos israelenses: a cápsula endoscópica, o mais moderno exame de precisão do mundo para a identificação de enfermidades do aparelho digestório. Trata-se de uma cápsula de vídeo do tamanho de uma pílula de vitamina, como um endoscópio, com câmera e fonte de iluminação próprias. Ingerida, enquanto ela percorre o aparelho digestório, imagens vão sendo enviadas para um gravador de informações colocado na cintura do paciente. Depois, as imagens são analisadas por um médico por meio de um vídeo-monitor. A cápsula endoscópica permite o exame das três porções do intestino delgado (duodeno, jejuno e íleo), locais até hoje de difícil visualização pelos exames convencionais. “A cápsula é indicada também para o diagnóstico de outras doenças como hemorragias digestivas ocultas, anemia crônica e tumores intestinais benignos e malignos em que, na maioria dos casos, outros procedimentos freqüentemente não alcançaram os resultados esperados”, explica o dr. Ronaldo B. Oliveira, médico gastroenterologista.

Fonte: http://www.cruzeironet.com.br

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