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Medicina High Tech: ´Comprimido´ com Chip permite diagnosticar doenças dom precisão.

Cápsula endoscópica é ingerida pelo paciente e um chip contido nela produz mais de 50 mil fotos, com nitidez, da boca ao intestino delgado · Tecnologia evita cirurgias, permite diagnosticar doenças e sangramentos do sistema digestório e é o único meio eficaz de identificação da Doença de Crohn em intestino delgado · No País, poucos centros médicos dispõem da tecnologia; no Estado de São Paulo, somente quatro realizam exames com a cápsula endoscópica Fotos do interior do corpo humano eram, até bem pouco tempo atrás, apenas efeitos de filmes de ficção. Agora, além de reais, são nítidas e permitem o diagnóstico de doenças ou sangramentos, por exemplo, antes somente possíveis de se obter por meio da realização de inúmeros exames e até de cirurgias. Desenvolvida por técnicos israelenses, a cápsula endoscópica surgiu em 2000 e tornou-se desde então o mais moderno exame de precisão do mundo para a identificação de doenças do aparelho digestório. Trata-se de uma cápsula de vídeo do tamanho de uma pílula de vitamina (aproximadamente 1 centímetro de comprimento por 8 milímetros de largura), como um endoscópio, com câmera e fonte de iluminação próprias, à prova d´água e resistente a mordidas e ao meio ácido. Ingerida, a cápsula demora em média 8 horas para percorrer o interior do organismo até ser expelida naturalmente. Nesse tempo são produzidas mais de 50 mil imagens, que são captadas por meio de sensores e enviadas para um gravador colocado na cintura do paciente. Depois, elas são descarregadas num computador, que gera um filme digital de 8 horas em média para análise do médico, por meio de um vídeo-monitor. A cápsula endoscópica é um método diagnóstico não-invasivo, indolor e que permite um exame completo de todo o tubo digestivo, em especial do intestino delgado, local até hoje de difícil visualização pelos exames convencionais. “A cápsula é indicada principalmente para o diagnóstico de doenças inflamatórias intestinais (Crohn, por exemplo), sangramentos digestivos de origem obscura, anemia crônica e tumores intestinais benignos e malignos em que, na maioria dos casos, outros procedimentos freqüentemente não alcançaram os resultados esperados”, explica o dr. Ronaldo B. Oliveira, médico gastroenterologista da Clínica Ana Rosa, de Santo André, cidade do Grande ABC paulista, a segunda empresa no Brasil a adquirir a cápsula endoscópica. Hoje, além da Clínica Ana Rosa, somente outros três grandes hospitais da capital possuem a tecnologia no Estado de São Paulo.

Assinatura: Dr.Ronaldo B. Oliveira, médico gastroenterologista

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