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Comprimido com câmera substitui exame

SÃO PAULO - O que há apenas alguns anos parecia assunto para filmes de ficção científica já virou realidade. Depois de conquistar o mercado consumidor, a fotografia digital conseguiu espaço até mesmo na indústria farmacêutica, ou melhor, dentro de comprimidos. Recentemente, alguns hospitais e clínicas do país começaram a oferecer a seus pacientes um novo tipo de exame para detectar doenças do aparelho digestivo: uma cápsula que, após a ingestão, permite tirar em torno de 55 mil fotografias dos órgãos. A cápsula endoscópica foi desenvolvida pela companhia israelense Given Imaging. O produto, distribuído no Brasil pela fornecedora de equipamentos diagnósticos Bioimagem, envolve um sistema completo de fotografia digital e transmissão de dados. Em um espaço de 1 cm de comprimento e 8 mm de largura estão uma câmera fotográfica, uma fonte própria de iluminação, baterias, antena e transmissores, todos resistentes à água e ao ambiente ácido. As imagens coletadas são enviadas via rádio para um pequeno aparelho acoplado à cintura do paciente, onde fica a estrutura para o armazenamento das fotos. Depois do período de seis a oito horas necessário para que a cápsula percorra o aparelho digestivo, o médico realiza o download das imagens em uma estação de trabalho criada especificamente para a tecnologia. Segundo o gerente de Produto da Bioimagem, Itamar de Paula Carrijo, a cápsula endoscópica reúne todas as condições necessárias para ganhar espaço no país. Além de oferecer imagens de partes do aparelho digestivo invisíveis em exames tradicionais, a tecnologia é mais prática, não traz nenhum tipo de desconforto ao paciente e fornece imagens mais nítidas. ‘Este é um produto inovador, que tem tudo para conquistar a comunidade médica’, afirma o executivo. Cerca de dois anos após o lançamento, a Bioimagem vendeu 20 sistemas para a realização de exames com a cápsula endoscópica, o que inclui o aparelho para gravação e a estação de trabalho. Mesmo assim, a expectativa da companhia é de que esse número avance significativamente ao longo dos próximos anos à medida que a comunidade médica começa a se familiarizar com a novidade. Por enquanto, a lista de clientes da Bioimagem ainda se restringe a hospitais e clínicas voltados a um público de maior poder aquisitivo. Entre eles, estão grupos de São Paulo como o Hospital Israelita Albert Einstein, o Hospital Sírio-Libanês, o Hospital Nove de Julho, a Clínica Ana Rosa e os laboratórios de medicina diagnóstica Delboni Auriemo. Mesmo assim, a idéia é popularizar a tecnologia e, possivelmente, integrá-la à lista de benefícios do Sistema Único de Saúde (SUS). O sistema completo para a realização do exame - que inclui uma estação de trabalho e o equipamento de gravação de dados - tem um custo de US$ 36 mil. Além disso, cada cápsula representa uma despesa de US$ 600 para as clínicas e hospitais. Já a quantia desembolsada pelo paciente para a realização do exame fica entre R$ 3.000 e R$ 4.000, segundo o gastroenterologista da Clínica Ana Rosa, Ronaldo Oliveira.

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