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Comprimido com chip diagnostica doenças

São Paulo, 3 de Agosto de 2004 - D o thriller de ficção de Richard Fleischer, em Viagem Fantástica - filme B da década de 60, no qual uma equipe médica realiza uma fantástica e perigosa viagem pelo corpo humano até ao cérebro para fazer uma delicada intervenção cirúrgica - para as salas dos principais hospitais e clínicas do planeta. Em vez de uma nave em tamanho de uma pílula, um microarsenal de chips e flashes compactados em uma cápsula do tamanho de um comprimido. Destino: aparelho digestivo. Objetivo: fotografar nitidamente o interior do organismo para fazer o diagnóstico de doenças ou sangramentos, por exemplo, antes somente possíveis de serem detectados por meio, muitas vezes, da realização de cirurgias. Desenvolvida por técnicos israelenses na década de 90 – com tecnologia que se baseou nos famosos mísseis teleguiados que viraram manchete na 1ª Guerra do Golfo –, a cápsula endoscópica surgiu em 2000 e tornou-se desde então o mais moderno exame de precisão do mundo para a identificação de doenças do aparelho digestivo. No Brasil, a ferramenta de trabalho chegou há pouco menos de dois anos, no Hospital Nove de Julho, na capital paulista – pólo clínico da M2AO da israelense Given Imaging. Trata-se de uma ‘pílula’ de aproximadamente 1 centímetro de comprimento por 8 milímetros de largura, como um endoscópio, com câmera e fonte de iluminação próprias, à prova d´água e resistente a mordidas e ao meio ácido. Ingerida, a cápsula demora em média 8 horas para percorrer o interior do organismo até ser expelida naturalmente. Segundo Ronaldo Oliveira, médico gastroenterologista da Clínica Ana Rosa – segunda empresa no Brasil a adquirir a cápsula – durante a viagem pelo organismo são produzidas mais de 50 mil imagens, captadas por meio de sensores e enviadas para um gravador colocado na cintura do paciente. Depois, elas são descarregadas num computador, que gera um filme digital de 8 horas em média para análise do médico, por meio de um videomonitor. “A cápsula é um método diagnóstico não-invasivo, indolor e que permite um exame completo de todo o tubo digestivo, em especial do intestino delgado, local até hoje de difícil visualização pelos exames convencionais”. Segundo Oliveira, todo o equipamento, formado por uma Custom Workstation e impressora colorida a jato de tinta (hardware), software da Given, além de conjunto de 10 cápsulas, sensores e gravadores, sai por US$ 42 mil. “Só o ‘comprimido’ com o chip custa cerca de U$$ 600. E o exame fica em torno de R$ 4 mil”. Oliveira comenta que no mundo foram realizados cerca de 50 mil exames. “No Brasil existem 8 equipamentos responsáveis por 200 exames. O desafio neste instante é introduzir mais esse serviço nos planos de saúde, pois o diagnóstico de doenças ocorridas no intestino delgado é muito difícil e o exame pode salvar vidas”.

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