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Nutrição ajuda no tratamento contra a obesidade

Hoje mais 70 milhões de brasileiros, quase um terço da população está acima do peso ou sofre de obesidade, que nada mais é, do que o acúmulo excessivo de gordura corporal. Assim, tendo em vista este fato agravante, a obesidade pode se tornar mórbida quanto atinge o ponto de aumentar significativamente o risco de contrair uma ou mais condições de doenças graves relacionadas a esta (também conhecidas como co-morbidades) que podem levar a morte. Entre: diabetes, insuficiência cardíaca, infarto, apneia do Sono, hipertensão, aumento de colesterol, triglicérides e incontinência urinária. Mas as razões para se ter um diagnóstico correto se uma pessoa é ou não obesa, são resultados de estudos complexos. Segundo a nutricionista do Grupo Ana Rosa Vanessa Mena Bado, além de uma alimentação excessiva estão envolvidos fatores genéticos, ambientais e metabólicos. Vanessa explica que o tratamento clínico da obesidade é realizado com dieta supervisionada juntamente com o apoio de um médico endocrinologista, um psicólogo por meio de uma terapia de apoio e um bom programa de exercícios por pelo menos dois anos consecutivos. Se após essas tentativas o paciente não obter sucesso na manutenção do peso, um dos caminhos é a cirurgia de obesidade ou redução de estomago, na maioria dos casos, a qualificação mínima para ser considerado candidato para o procedimento é estar com índice de massa corporal (IMC) de 40 ou mais, ou maior ou igual a 35, com doenças associadas. Conforme ressalta a nutricionista, “o mais importante é o compromisso que o paciente assume em relação aos cuidados necessários ao seu tratamento com seguimento de longo prazo.” A cirurgia Tendo a necessidade de se realizar um procedimento cirúrgico, a alimentação exerce um processo fundamental, tanto no período pré- operatório, quanto no pós-operatório, pois além de auxiliar no preparo, esta orientará nas mudanças que irão ocorrer após a mesma. A dieta deverá ser evoluída gradativamente conforme a individualidade do paciente. Mudanças de hábitos também deverão ser modificadas, dentre eles, mastigação, freqüência alimentar e consumo de determinados alimentos e bebidas. Conforme explica Vanessa, em geral os pacientes que realizam este tipo de procedimento não podem passar de três horas sem se alimentar, devem evitar ingerir líquidos perto do horário de refeição ou junto a esta. No mínimo devem ter hidratação de pelo menos 2 litros de alimentação líquida ao dia e evitar consumo de álcool, bem como alimentos gordurosos e calóricos. Assim, o paciente que realiza tal tipo de procedimento ficará por aproximadamente um mês tendo uma dieta líquida a semi-líquida, para que ocorra a perfeita cicatrização da cirurgia. Passado este período é importante que se volte a ter uma alimentação normal, porém sem exageros. 15/09/2009

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